TJPA mantém prisão de empresário acusado de atentado contra advogada em Santarém

O Tribunal de Justiça do Pará (TJPA) decidiu por unanimidade manter a prisão preventiva do empresário Ulisses Leite de Sousa, acusado de ser o mandante de um ataque a tiros contra o veículo de uma advogada em Santarém, no oeste do estado. A medida foi anunciada pelo desembargador Leonam Gondim da Cruz Júnior, que alegou a necessidade de garantir a ordem pública e a segurança da vítima.
Circunstâncias do crime e investigação
Ulisses Leite de Sousa foi detido no dia 9 de outubro, em uma operação liderada pela Polícia Civil. As investigações, sob o comando do delegado Wellington Kennedy, revelaram que o ataque teria como pano de fundo desavenças anteriores entre o empresário e a advogada. A polícia utilizou uma perícia técnica reversa em um áudio que supostamente incrimina Ulisses, levando à sua identificação como o mandante do atentado.
Provas e defesa do empresário
Após sua prisão, Ulisses negou as acusações, afirmando que não teria motivos para atentar contra a vida da advogada, apesar das divergências entre eles. Em entrevista, ele contestou a validade da prova técnica apresentada pela polícia, alegando que a gravação de áudio possui distorções e não representa sua voz. O empresário também mencionou a possibilidade de uso de inteligência artificial para manipulação de gravações.
Reação da Ordem dos Advogados do Brasil
A Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) subseção Santarém está monitorando de perto o desenrolar do caso. A presidente da OAB local, Pânysa Monteiro, expressou preocupação, classificando o ataque como um atentado grave contra a advocacia. Ela ressaltou que a advogada alvo do atentado havia manifestado um forte sentimento de insegurança antes da prisão do suspeito, evidenciando a seriedade da situação.
Consequências e próximos passos
Com a decisão do TJPA, Ulisses Leite de Sousa permanecerá sob custódia até que o mérito do habeas corpus seja analisado. Essa situação não apenas afeta o empresário, mas também levanta questões sobre a segurança dos profissionais da advocacia em Santarém e a resposta das autoridades diante de crimes relacionados a conflitos pessoais.
Conclusão
O caso de Ulisses Leite de Sousa ressalta a complexidade e a gravidade dos conflitos que podem levar a atos de violência no âmbito profissional. A manutenção da prisão preventiva, com foco na proteção da vítima e na ordem pública, reflete uma postura rigorosa do sistema judiciário diante de ameaças à segurança dos advogados. A sociedade e a comunidade jurídica aguardam desdobramentos que possam trazer justiça e segurança a todos os envolvidos.
Fonte: https://g1.globo.com













