Vendedor de Roupas Indiciado por Apropriação Indébita Após Não Repassar R$ 7 Mil à Empresa

Um vendedor de roupas, de 43 anos, foi indiciado pela Polícia Civil de Roraima após ser acusado de apropriação indébita. O suspeito não repassou à empresa responsável pelas mercadorias um total de R$ 7.447, valor proveniente de vendas realizadas por meio de transferências via PIX. A situação foi revelada em uma investigação que analisou as transações financeiras do indivíduo.
Investigação Aprofundada
A análise das transferências financeiras ocorreu entre 9 de dezembro de 2025 e 28 de fevereiro de 2026, período durante o qual o vendedor recebeu pagamentos de clientes em pelo menos 25 ocasiões. Ele tinha a responsabilidade de vender as roupas e, após a venda, deveria descontar sua comissão e repassar o restante à empresa. No entanto, esse procedimento não foi seguido.
Descoberta da Irregularidade
A irregularidade foi detectada quando a empresa começou a contatar os clientes para verificar as transações. Muitos deles relataram que haviam feito os pagamentos diretamente para a conta do vendedor e apresentaram os comprovantes das transferências. Com base nessa informação, a polícia iniciou a investigação.
Confirmação dos Fatos
Os policiais do 2º Distrito Policial analisaram os documentos fornecidos pelos clientes e conseguiram confirmar que os pagamentos realmente não foram repassados à empresa. O delegado Vinicius do Vale declarou: "Conseguimos comprovar 25 recebimentos que não foram repassados à empresa", ressaltando a importância dos comprovantes e das confirmações dos compradores para a conclusão da investigação.
Fuga do Suspeito
Durante o desenrolar do inquérito, a polícia tentou localizar o vendedor para interrogá-lo. Contudo, foi descoberto que ele havia deixado o Brasil e se encontrado em uma área de garimpo na Guiana. A fuga dificultou ainda mais o processo de apuração dos fatos.
Consequências Legais
O inquérito foi finalizado na quinta-feira (3), resultando no indiciamento do vendedor pelo crime de apropriação indébita. Esse crime ocorre quando uma pessoa retém um bem ou valor que recebeu legalmente, mas que deveria ter repassado ao legítimo proprietário, caracterizando uma violação da confiança depositada na relação comercial.
O caso destaca a importância da transparência nas transações comerciais e a necessidade de mecanismos que garantam a proteção das empresas contra práticas fraudulentas. A Polícia Civil continua suas investigações para localizar o suspeito e dar continuidade ao processo legal.
Fonte: https://g1.globo.com













