Setembro Verde: A Importância da Doação de Órgãos por Idosos

Setembro é o mês dedicado à conscientização sobre a doação de órgãos, e neste contexto, a história de Arivaldo Sampaio, que aos 69 anos se tornou doador vivo, ressalta a relevância da doação em todas as idades, inclusive entre os idosos. Arivaldo enfrentou a difícil situação de ver seu filho perder a função do único rim após passar por hemodiálise frequente. A única solução viável foi o transplante, e ele não hesitou em se oferecer como doador.
O Processo de Doação entre Vivos
O Ministério da Saúde afirma que um doador vivo pode contribuir com a doação de um rim, parte do fígado, medula óssea ou pulmões, sendo necessária a compatibilidade sanguínea em todos os casos. Para garantir a segurança de ambas as partes, o histórico clínico do doador é avaliado minuciosamente, mas a idade não é um impedimento para a doação.
A Experiência de Arivaldo
Arivaldo expressou a alegria de descobrir que era compatível com seu filho, afirmando que esse momento foi uma verdadeira 'graça divina'. Apesar da ansiedade em relação à saúde do órgão doado, ele passou por todos os exames necessários e foi considerado apto para a doação. A recuperação pós-transplante foi tranquila, e ele destacou o suporte de uma equipe médica empática e profissional.
Estatísticas e Cenário Atual
Em 2025, o Brasil registrou 4.335 doadores efetivos, o que representa a maior taxa de doação já vista no país, com 20,3 doadores por milhão de habitantes. No entanto, cerca de 49,4 mil brasileiros ainda aguardam por um transplante, conforme dados do Sistema Nacional de Transplantes. A legislação brasileira permite a doação entre parentes até o quarto grau e cônjuges sem a necessidade de autorização judicial, enquanto doações entre pessoas sem grau de parentesco dependem de autorização judicial.
Cuidados na Avaliação de Doador Vivo
O médico nefrologista da Unidade de Transplantes do Hospital Universitário de Brasília, Geraldo Freitas, destacou que a avaliação de doadores vivos é rigorosa. O foco é garantir a segurança do doador e do receptor. A análise se torna ainda mais cuidadosa quando o doador tem mais de 60 anos, considerando os riscos associados ao envelhecimento, como hipertensão e diabetes.
Riscos e Considerações na Doação de Idosos
Freitas ressalta que a decisão sobre a doação não é pautada apenas em dados numéricos. É fundamental avaliar o estado geral de saúde do doador, sua expectativa de vida e a viabilidade de permanecer saudável com um único rim. A segurança do procedimento e a condição do órgão a ser transplantado também são fatores essenciais para garantir o sucesso da cirurgia.
Conclusão
A história de Arivaldo Sampaio é um testemunho poderoso sobre a capacidade de doação entre idosos e a importância da conscientização sobre o tema. Embora a idade possa trazer desafios adicionais, a doação de órgãos por pessoas mais velhas pode ser uma alternativa viável e segura, contribuindo para salvar vidas. A sensibilização durante o Setembro Verde é crucial para aumentar o número de doações e, consequentemente, ajudar aqueles que encontram-se na fila de espera por um transplante.













