Ramon Oliveira sugere atividades ao ar livre para estimular o desenvolvimento infantil nas férias

O período de recesso escolar representa um desafio crescente para os pais: como garantir que o tempo livre dos filhos seja produtivo sem que a rotina seja dominada por dispositivos eletrônicos. Em Rio Branco, o educador físico Ramon Oliveira, de 29 anos, tem orientado famílias sobre a importância de resgatar brincadeiras ativas que, além de entreter, são cruciais para o desenvolvimento cognitivo e motor dos jovens.
O papel das atividades físicas no desenvolvimento infantil
Segundo o profissional, que atua com recreação desde 2018, o brincar é uma ferramenta pedagógica poderosa. Atividades que exigem movimento, como circuitos de obstáculos ou gincanas, trabalham simultaneamente a coordenação motora, o equilíbrio e a percepção espacial. Mais do que diversão, essas práticas ensinam valores fundamentais como respeito a regras, cooperação e autonomia.
O especialista alerta que o sedentarismo precoce é um problema real. Ao oferecer alternativas ao uso de celulares e tablets, os pais ajudam a criança a desenvolver habilidades de resolução de problemas e criatividade. O objetivo não é eliminar o uso de telas, mas sim buscar um equilíbrio saudável entre o descanso, o lazer digital e a interação física com o ambiente e outras crianças.
Criatividade como alternativa ao gasto financeiro
Um dos pontos centrais da orientação de Ramon Oliveira é a desmistificação de que brincar exige grandes investimentos. Materiais simples encontrados no cotidiano, como caixas de papelão, garrafas, almofadas e cordas, são suficientes para criar cenários lúdicos. O educador enfatiza que a presença dos pais é o elemento que mais valoriza a experiência para a criança.
- Caça ao tesouro em casa ou no quintal.
- Circuitos de obstáculos com móveis e objetos recicláveis.
- Brincadeiras tradicionais como pega-pega e esconde-esconde.
- Desafios em equipe que estimulem a convivência.
Segurança e equilíbrio na rotina de férias
A Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda que crianças e adolescentes entre 5 e 17 anos pratiquem pelo menos 60 minutos diários de atividade física moderada a vigorosa. Para atingir essa meta, o educador sugere que a rotina não seja excessivamente rígida, permitindo que a criança também tenha momentos de ócio criativo e descanso.
A segurança deve ser a prioridade em qualquer atividade ao ar livre. O profissional reforça a necessidade de supervisão constante, hidratação adequada e proteção solar. Ao adaptar as brincadeiras à faixa etária e aos limites de cada criança, os pais transformam o recesso escolar em uma oportunidade valiosa para criar memórias afetivas e fortalecer os laços familiares. Para mais informações sobre o impacto do sedentarismo, consulte dados da Organização Mundial da Saúde.
Fonte: g1.globo.com













