Acre em foco: suspensão da Expoacre, crise no transporte e violência marcam a semana

O cenário político e social do Acre foi marcado por uma série de eventos significativos entre os dias 19 e 25 de julho. Entre decisões judiciais que impactam a mobilidade urbana, irregularidades em contratos estaduais e episódios de violência, o estado atravessou um período de intensas movimentações que repercutiram em diversas esferas da administração pública e da segurança.
Suspensão de contratos e incertezas na Expoacre
O Tribunal de Contas do Estado do Acre (TCE-AC) determinou, por unanimidade, a suspensão imediata de todos os atos administrativos relacionados à contratação da estrutura para a Expoacre 2026. A decisão foi fundamentada em indícios de irregularidades no processo conduzido pela Secretaria de Estado da Casa Civil, abrangendo o Chamamento Público nº 002/2026 e dispensas de chamamento posteriores.
Com a medida, ficam proibidas as assinaturas de termos de parceria, repasses de verbas públicas e pagamentos decorrentes do certame. Apesar da determinação, o governo estadual afirmou que a feira agropecuária, prevista para ocorrer entre 1º e 9 de agosto no Parque de Exposições Wildy Viana, será mantida, embora a programação oficial ainda não tenha sido divulgada.
Crise no transporte coletivo de Rio Branco
A mobilidade urbana em Rio Branco enfrentou novos desdobramentos após uma decisão judicial proferida na segunda-feira (20). O juiz Marlon Martins Machado deferiu uma tutela provisória de urgência exigindo que o município promova o credenciamento emergencial de táxis e vans para suprir a demanda de passageiros, sem custos adicionais aos usuários.
Além da medida emergencial, a prefeitura foi obrigada a colocar em operação 19 ônibus que já estavam aptos para circulação e a restabelecer uma frota mínima de 100 veículos no prazo de cinco dias. O descumprimento da ordem judicial implica em multa diária de R$ 10 mil. A decisão reforça que a responsabilidade pela continuidade do serviço público é do município, independentemente de dificuldades financeiras da concessionária.
Violência e repercussão em Cruzeiro do Sul
Um episódio de violência contra o jornalista e radialista Chico Melo, de 54 anos, gerou forte comoção e notas de repúdio em todo o estado. Na madrugada de quarta-feira (22), a residência do profissional, localizada no bairro Telégrafo, em Cruzeiro do Sul, foi invadida por quatro assaltantes. Durante a ação, o radialista foi agredido com socos e uma coronhada na cabeça.
O caso mobilizou entidades como o Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Estado do Acre (Sinjac), a Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj) e a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-AC). As autoridades policiais seguem investigando o crime, que expõe a vulnerabilidade enfrentada por profissionais da imprensa na região.
Balanço de promessas e casos inusitados
Um levantamento realizado pelo g1 apontou que, após três anos e meio de mandato, o ex-governador Gladson Cameli e a atual governadora Mailza Assis cumpriram integralmente nove das 36 promessas de campanha assumidas em 2022. O acompanhamento faz parte do projeto “Promessas dos Políticos”, que monitora compromissos de gestores públicos.
Paralelamente, um caso curioso ganhou destaque em Tarauacá: um enfermeiro da Secretaria Municipal de Saúde foi flagrado trabalhando como pedreiro em uma obra do Centro de Atenção Psicossocial (Caps) durante o horário de expediente. O profissional alegou que se voluntariou para realizar reparos por possuir experiência prévia, negando desvio de função, embora o caso tenha sido alvo de fiscalização do Ministério Público do Acre (MP-AC).
Fonte: g1.globo.com













