Tradição e amizade: grupo mantém jogo de dominó há 30 anos no Acre

Tradição e amizade: grupo mantém jogo de dominó há 30 anos no Acre

Tradição e amizade: grupo mantém jogo de dominó há 30 anos no Acre

Em um cenário marcado pela rotina de Rio Branco, no Acre, um grupo de amigos transformou o simples ato de jogar dominó em um compromisso inadiável. Há mais de 30 anos, moradores do bairro Vila Ivonete e regiões próximas se reúnem diariamente para manter viva uma tradição que atravessa gerações e fortalece laços de amizade construídos ao longo de décadas.

O ponto de encontro é a casa do aposentado Pedro José, de 73 anos, que herdou o costume de seu pai, iniciado em 1976. O que começou como uma atividade familiar no seringal expandiu-se, integrando novos participantes e consolidando-se como um pilar de convivência social para os envolvidos, que buscam no tabuleiro uma pausa necessária em suas jornadas.

O papel do dominó na saúde mental e social

Para o professor Paulo Dantas, de 59 anos, o jogo vai muito além da competição. Em um mundo cada vez mais conectado por telas e dispositivos digitais, o dominó surge como uma alternativa de lazer analógico que promove a interação humana real e o exercício cognitivo.

O professor destaca que o hábito de se reunir para jogar é uma estratégia eficaz para manter a mente ativa. Ao evitar o isolamento e priorizar o contato presencial, o grupo encontra no dominó uma forma prazerosa de desconectar das pressões do trabalho e das obrigações domésticas, promovendo um bem-estar que se reflete na longevidade da amizade.

Dinâmica das partidas e o temido capote

As partidas são marcadas por um clima de descontração, onde as provocações e as risadas são elementos constantes. O grupo utiliza termos próprios, como o famoso “capote” — aplicado quando um jogador ou dupla marca menos de 100 pontos —, gerando momentos de humor que aliviam qualquer tensão competitiva.

Apesar do desejo comum pela vitória, a responsabilidade pós-jogo é um ritual que reforça a união do grupo. O participante que perde a partida assume a tarefa de guardar a mesa, uma regra informal que, segundo o integrante Janil Guedes, mantém a expectativa e o entusiasmo para os encontros do dia seguinte.

Para acompanhar mais histórias sobre a cultura local, você pode conferir as atualizações da Rede Amazônica Acre, que frequentemente registra o cotidiano e as tradições dos moradores da região.

Fonte: g1.globo.com

Redação - WM

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