Tocantins proíbe queimas controladas para conter risco crítico de incêndios

O Governo do Tocantins determinou a suspensão imediata de todas as autorizações de queima controlada em seu território. A medida, oficializada por meio da Portaria nº 190/2026, entra em vigor na próxima segunda-feira (27) e estende-se até o dia 31 de outubro de 2026. A decisão visa mitigar os riscos de incêndios florestais em um período marcado pela estiagem severa no Cerrado.
Combate ao risco crítico de incêndios no Tocantins
A restrição impõe tolerância zero para o uso do fogo, abrangendo tanto a emissão de novas licenças quanto a validade daquelas concedidas anteriormente. O descumprimento das normas sujeita os proprietários rurais a sanções rigorosas, que incluem multas, embargos de propriedades e a abertura de processos por crime ambiental. O objetivo central é proteger áreas sensíveis, como Unidades de Conservação e Terras Indígenas, além de preservar a biodiversidade local.
Dados do Inpe e o cenário meteorológico
Relatórios do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) fundamentam a urgência da proibição. Apenas em junho de 2026, foram detectados 1.109 focos de calor no estado. Embora tenha havido uma redução de 9,9% em comparação ao ano anterior, o risco meteorológico permanece classificado entre as categorias “Alto” e “Crítico”. A previsão de chuvas abaixo da média histórica para a região do Matopiba — que engloba Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia — agrava a vulnerabilidade da vegetação.
Foco nas regiões de maior vulnerabilidade
As autoridades ambientais concentram atenção especial em municípios localizados na região do Jalapão. Mateiros lidera o ranking estadual de queimadas, com 113 registros, seguido por Lagoa da Confusão, que contabiliza 86 focos. A medida do Naturatins busca conter o avanço das chamas nessas áreas, onde a combinação de vegetação seca e condições climáticas desfavoráveis cria um cenário propício para incêndios de grandes proporções.
Governança ambiental e proteção do solo
Além da resposta emergencial, a proibição reflete um compromisso com as práticas de Governança Ambiental (ESG). Ao vedar o manejo agrícola com fogo, o governo estadual pretende reduzir a emissão de poluentes e prevenir a degradação do solo. A estratégia busca equilibrar a produtividade do setor agropecuário com a preservação dos recursos naturais, minimizando os impactos da seca severa sobre a fauna e a flora tocantinense. Para mais informações sobre as diretrizes ambientais, consulte o portal oficial do Naturatins.
Fonte: g1.globo.com













