Moradores de Santarém Fecham Acesso ao Aterro do Perema em Protesto contra Incêndio e Fumaça Persistente

Na manhã desta segunda-feira, 14 de novembro, residentes da área próxima ao aterro do Perema, em Santarém, no oeste do Pará, bloquearam a entrada do local como forma de protesto. A manifestação foi motivada por um incêndio que ocorreu na noite do último sábado, 12 de novembro, e que gerou uma intensa nuvem de fumaça, afetando a qualidade do ar na região.
Impactos do Incêndio e Reações da Comunidade
De acordo com os moradores, o fogo deixou um rastro significativo de fumaça que se estendeu até a estrada que dá acesso ao aterro, permanecendo visível no domingo, 13 de novembro, e continuando a preocupar a população na segunda-feira. Imagens e vídeos compartilhados com a imprensa evidenciam a gravidade da situação, com focos de fumaça ainda ativos.
Reivindicações dos Moradores
Os manifestantes utilizam a interdição como uma forma de exigir ações efetivas por parte das autoridades. Entre as solicitações estão compensações financeiras e investimentos em infraestrutura, como pavimentação de ruas, melhorias no abastecimento de água e saneamento, além da criação ou aprimoramento de equipamentos públicos, incluindo escolas, creches e postos de saúde.
Saúde e Bem-Estar
Além das questões estruturais, os habitantes pedem atenção especial à saúde pública. Entre os pedidos estão acompanhamento médico para os moradores afetados, monitoramento da qualidade da água nos poços e rios da área, e iniciativas para controle de pragas e vetores que possam comprometer a saúde da população.
Oportunidades de Emprego e Desenvolvimento Local
No que diz respeito ao emprego, a comunidade exige prioridade na contratação de trabalhadores locais para o aterro. Os moradores também solicitam apoio para a implementação de uma estrutura de reciclagem e a oferta de cursos de capacitação profissional, visando proporcionar novas oportunidades de trabalho.
Fundo de Desenvolvimento e Compensações
Além das reivindicações relacionadas à saúde e ao emprego, o grupo discute a criação de um fundo de desenvolvimento local, bem como propostas de revisão tributária e a implementação de tarifas ou compensações destinadas à população que vive nas proximidades do aterro.
Resposta da Prefeitura
A reportagem entrou em contato com a Prefeitura de Santarém para obter uma posição oficial sobre o incêndio no aterro e as reivindicações apresentadas. Até o momento da última atualização, não houve retorno por parte das autoridades municipais.
A situação continua a gerar preocupação entre os moradores, que esperam por uma resposta efetiva que aborde suas necessidades e preocupações relativas ao impacto ambiental e social do aterro.
Fonte: https://g1.globo.com













