Julgamento de Acusado de Homicídio de Artista Plástico em Santarém

O caso do homicídio do artista plástico Manoel Apolinário Oliveira de Sousa, ocorrido em 2020, avança para o júri popular. Sandro Corrêa de Carvalho, o principal acusado, será julgado pelo Tribunal do Júri em Santarém, no oeste do Pará. A decisão foi proferida pelo juiz Gabriel Veloso de Araújo, da 3ª Vara Criminal, que acatou a denúncia apresentada pelo Ministério Público do Estado do Pará (MPPA).
Acusações e Defesa
Sandro Corrêa de Carvalho enfrenta acusações de homicídio qualificado, classificado como tal por motivo fútil e pelo uso de um recurso que dificultou a defesa da vítima. O juiz permitiu que o réu recorrisse da decisão em liberdade, embora a data do julgamento ainda não tenha sido agendada. A defesa tentou evitar que o caso fosse julgado por um tribunal popular, argumentando que Sandro disparou a arma acreditando que seria agredido, sugerindo que o crime deveria ser classificado como lesão corporal seguida de morte. No entanto, o juiz rejeitou essa argumentação, afirmando que a intenção de matar deve ser avaliada pelos jurados.
Circunstâncias do Crime
O homicídio ocorreu na noite de 15 de novembro de 2020, em frente a um hotel na Avenida Mendonça Furtado, no bairro Liberdade, em Santarém. Durante uma comemoração política, Sandro e Manoel tiveram um desentendimento inicial relacionado a um cachorro que pertencia ao réu. Após um breve intervalo, a discussão reacendeu na calçada do estabelecimento, onde Sandro sacou uma pistola calibre .380 e disparou contra o artista plástico, atingindo-o na região abdominal.
Consequências para a Vítima
Após ser ferido, Manoel Apolinário foi socorrido por amigos e passou por várias cirurgias. Embora tenha recebido alta médica dias depois, ele enfrentou complicações pós-operatórias devido a uma infecção no ferimento. Infelizmente, o artista plástico veio a falecer em 1º de dezembro de 2020, em decorrência dessas complicações.
Captura do Acusado
Sandro Corrêa de Carvalho foi preso em 9 de janeiro de 2025, em Barueri, na Grande São Paulo, após permanecer mais de quatro anos foragido. Sua captura foi resultado de uma operação conjunta entre o Núcleo de Apoio à Investigação de Santarém e a Polícia Civil de São Paulo. Antes de sua localização, o nome de Sandro figurou na lista de procurados da Interpol.
Novas Decisões Judiciais
Em abril de 2026, o Supremo Tribunal Federal (STF) revogou a prisão preventiva de Sandro, permitindo sua saída da prisão sob a imposição de medidas cautelares. Estas incluem a utilização de tornozeleira eletrônica, recolhimento domiciliar noturno e em dias de folga, comparecimento regular à Justiça, além da proibição de frequentar bares e festas, portar armas ou manter contato com testemunhas e familiares da vítima.
Ocorrências Relacionadas ao Monitoramento
Em agosto de 2026, a Secretaria de Administração Penitenciária de São Paulo alertou a Justiça sobre uma irregularidade no monitoramento eletrônico de Sandro. Um relatório indicou que, no dia 5 de agosto, ele poderia estar em um local e horário que não condiziam com as condições determinadas judicialmente.
Próximos Passos no Processo Judicial
Com a decisão de pronúncia, que determina que o acusado seja submetido ao Tribunal do Júri, o caso avança para uma nova etapa. Após a execução dos procedimentos estabelecidos no Código de Processo Penal, a sessão de julgamento será organizada, embora a data específica ainda não tenha sido definida.
Conclusão
O julgamento de Sandro Corrêa de Carvalho representa um momento significativo no caso do homicídio do artista plástico Manoel Apolinário. Com a expectativa de que os jurados avaliem as evidências e a intenção do réu, a sociedade aguarda o desfecho desse trágico evento que resultou na perda de uma vida.
Fonte: https://g1.globo.com













