Empresário contesta faturamento bilionário da marca de Virginia Fonseca

Empresário contesta faturamento bilionário da marca de Virginia Fonseca

Uma declaração feita pelo ex-presidente da Jequiti, Lásaro do Carmo Jr., durante sua participação no podcast Made In Brasil, movimentou o mercado de cosméticos neste sábado (25). O executivo colocou em xeque a consistência dos números apresentados pela WePink, marca de beleza fundada por Virginia Fonseca e Samara Pink, ao questionar a viabilidade operacional por trás de um faturamento bilionário.

O debate gira em torno da capacidade produtiva e da estrutura necessária para sustentar altos volumes de vendas no setor de perfumaria e maquiagem. Segundo Lásaro do Carmo Jr., embora atingir patamares elevados de receita possa ocorrer de forma pontual, a manutenção desses resultados exige uma infraestrutura que, em sua análise, não condiz com o modelo de negócios da empresa citada.

Análise sobre a capacidade produtiva da WePink

O ponto central da crítica reside na ausência de uma fábrica própria da marca. O empresário, que possui vasta experiência no segmento de cosméticos, afirmou conhecer a capacidade dos principais fabricantes terceirizados que operam no Brasil. De acordo com o executivo, o volume de produção necessário para alcançar os valores divulgados pela WePink superaria a capacidade instalada dos fornecedores que atendem a marca atualmente.

Lásaro argumentou que a complexidade logística e industrial envolvida na fabricação de itens de beleza de grande escala demanda uma operação robusta. Ao confrontar os números anunciados com a realidade do mercado, ele enfatizou que a falta de uma planta fabril própria torna a consistência desse faturamento um ponto de interrogação para especialistas do setor.

Questionamentos sobre a estrutura operacional e equipe

Além da capacidade produtiva, o ex-presidente da Jequiti levantou dúvidas sobre o tamanho da força de trabalho necessária para sustentar uma operação de tal magnitude. Para ele, uma empresa que fatura na casa do bilhão exige um contingente de colaboradores muito superior ao que, segundo informações obtidas por ele, compõe o quadro atual da companhia de Virginia Fonseca.

O executivo estimou que seriam necessárias pelo menos 1.500 pessoas para gerenciar a operação logística, a manutenção de máquinas e o controle de qualidade rigoroso exigido pelo mercado de cosméticos. A fala de Lásaro do Carmo Jr. reflete um ceticismo comum em setores que exigem alta complexidade operacional, onde a escala de produção é diretamente proporcional ao tamanho da estrutura física e humana da organização. Para mais informações sobre o mercado de cosméticos, acesse o portal ABIHPEC.

Fonte: gente.ig.com.br

Redação - WM

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