A Inspiração de uma Mãe: Diana Cruz e sua Jornada na Terapia Ocupacional

Diana Cruz, uma contadora de 47 anos, transformou a experiência de cuidar de sua filha, Giovanna, de 16 anos, que possui síndrome de Angelman, em uma motivação para mudar de carreira. Recentemente, ela se formou na primeira turma de Terapia Ocupacional de Roraima, um passo que ela considera uma vitória pessoal e profissional.
A Formação e a Nova Profissão
A graduação em Terapia Ocupacional foi concluída em agosto na Faculdade Claretiano, em Boa Vista. Diana decidiu seguir esse caminho após perceber a escassez de profissionais capacitados para atender às necessidades de sua filha. A terapia ocupacional é uma área que visa auxiliar indivíduos com dificuldades em diversas esferas, promovendo maior autonomia em suas atividades diárias.
Síndrome de Angelman: Compreensão e Superação
A síndrome de Angelman é uma condição genética rara causada por uma mutação no cromossomo 15, resultando em dificuldades significativas no desenvolvimento. Os sintomas iniciais incluem atraso no desenvolvimento motor, dificuldades de comunicação e convulsões. Apesar dos desafios, Diana encontrou na condição de Giovanna uma oportunidade para adquirir conhecimento e empatia, que agora aplica em sua prática profissional.
Desafios no Diagnóstico
Diana começou a suspeitar que algo não estava certo com sua filha quando Giovanna tinha apenas 3 meses. A comparação com seus outros filhos, Isabelle e Guilherme, gerou preocupações que foram desconsideradas por alguns médicos inicialmente. O diagnóstico definitivo veio apenas quando Giovanna tinha 1 ano e 3 meses, após várias consultas e uma busca incansável por respostas que muitas vezes esbarraram em profissionais desatentos.
Superando a Impotência
As palavras duras de um neurologista, que sugeriu que Diana deveria se conformar com a limitação da filha, a deixaram devastada. Essa fase da vida de Diana foi marcada por sentimentos de impotência e culpa, especialmente em relação à atenção que dedicava a Giovanna em detrimento dos outros filhos. No entanto, essa experiência a impulsionou a buscar novas formas de estimular o desenvolvimento da caçula.
Mudança de Abordagem e Resultados
Antes de decidir estudar Terapia Ocupacional, Diana já estava experimentando diferentes métodos para ajudar Giovanna. Ela percebeu que a rotina intensa de terapias não estava trazendo os resultados esperados. Assim, optou por diversificar os estímulos, introduzindo atividades como natação e equoterapia. Essa mudança levou Giovanna a dar seus primeiros passos aos 3 anos e 9 meses, um momento de grande celebração para toda a família.
Uma Nova Perspectiva como Terapeuta
Agora, como terapeuta ocupacional, Diana planeja equilibrar os cuidados com sua filha e atender outros pacientes, especialmente crianças e idosos. Seu objetivo é ajudar esses indivíduos a resgatar suas histórias de vida, enxergando-os além de seus diagnósticos. Diana enfatiza a importância de não permitir que um laudo defina uma pessoa, mas sim reconhecer seu potencial e suas conquistas.
Conclusão: Uma Jornada de Esperança
A trajetória de Diana Cruz é um testemunho de resiliência e determinação. Sua formação em Terapia Ocupacional não apenas a capacitou para ajudar outras pessoas, mas também a permitiu compreender e apoiar melhor sua filha. A experiência vivida ao lado de Giovanna moldou sua visão, e agora, como profissional, ela se dedica a garantir que seus pacientes sejam vistos como indivíduos plenos, com histórias e sonhos, abrindo espaço para novas possibilidades.
Fonte: https://g1.globo.com













