Servidores da Saúde em Rio Branco Enfrentam Atrasos Salariais e Incertezas

Servidores terceirizados que atuavam nas unidades de saúde de Rio Branco, por meio da empresa Effort Serviços LTDA, têm denunciado atrasos significativos nos pagamentos de salários e verbas rescisórias. De acordo com os relatos, muitos profissionais não recebem seus salários desde junho, o que tem gerado um clima de insegurança e frustração entre os trabalhadores.
Contexto dos Atrasos Salariais
Os trabalhadores, que desempenhavam funções como atendentes e videofonistas, foram afetados pelo término do contrato da Effort com a Prefeitura de Rio Branco. Após o encerramento, os serviços foram transferidos para outra empresa, mas os problemas com os pagamentos persistiram, levando a uma insatisfação crescente entre os funcionários.
Depoimentos dos Trabalhadores
Um dos trabalhadores, que preferiu não se identificar, relatou que atuou como agendador de consultas e exames por mais de um ano, mas enfrentou constantes atrasos nos pagamentos. Segundo ele, o salário, que deveria ser depositado até o quinto dia útil do mês, frequentemente chegava com atrasos de até duas semanas. 'Sempre atrasou, até mesmo quando a gente estava empregado era assim', afirmou.
Verbas Rescisórias e FGTS Pendentes
Após o encerramento do contrato, o mesmo trabalhador relatou que não recebeu as verbas rescisórias. Ele mencionou que, além dos salários atrasados, o Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) e outros benefícios, como vale-alimentação, também eram pagos de forma irregular. 'Estou desempregado e com as contas atrasadas. Às vezes está faltando alguma coisa em casa porque está difícil de dinheiro', lamentou.
Situação de Outros Funcionários
Outro trabalhador compartilhou que seu último pagamento foi referente ao mês de junho e que, apesar de ter cumprido o aviso prévio, o pagamento correspondente não foi efetuado. Ele revelou que alguns colegas receberam verbas rescisórias, mas sem um critério claro, o que gerou ainda mais descontentamento entre os funcionários.
Pressão para Remanejamento
Após o término do contrato com a Effort, alguns trabalhadores foram convidados a se remanejar para a nova empresa prestadora de serviços. Muitos relataram sentir pressão para aceitar os acordos, temendo perder a oportunidade de emprego. Um dos trabalhadores destacou que a situação de atraso nos pagamentos não era uma novidade, mas sim um problema recorrente durante todo o período de trabalho.
Posição da Prefeitura de Rio Branco
Em resposta às denúncias, a Prefeitura de Rio Branco esclareceu que os trabalhadores da Effort não eram servidores públicos e que a responsabilidade pelos pagamentos cabia à empresa contratada. A nota oficial enfatizou que a administração municipal não possui vínculo empregatício com os profissionais e que cabe à Effort cumprir com suas obrigações trabalhistas.
Conclusão
A situação dos trabalhadores terceirizados da saúde em Rio Branco levanta questões importantes sobre os direitos laborais e a responsabilidade das empresas contratadas. A falta de pagamento em dia e a incerteza sobre as verbas rescisórias evidenciam a fragilidade da realidade enfrentada por muitos profissionais da saúde na capital. A continuidade desse cenário pode afetar não apenas os trabalhadores, mas também a qualidade dos serviços prestados à população.
Fonte: https://g1.globo.com













