Ministro da Pesca Discute Cultivo Sustentável em Alter do Chão

No dia 10 de outubro, o distrito de Alter do Chão, localizado em Santarém, no oeste do Pará, foi palco de um workshop significativo promovido pela Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO). O evento reuniu representantes do Ministério da Pesca e Aquicultura, da Embrapa e de diversas outras instituições, com o intuito de discutir práticas de cultivo sustentável de espécies nativas da bacia amazônica, que possuem elevado valor comercial.
Debate sobre Aquicultura e Sustentabilidade
O encontro contou com a presença do ministro Édipo Araújo, que destacou a importância da troca de conhecimentos técnicos entre os participantes. O objetivo principal foi fomentar a cooperação regional para o desenvolvimento da aquicultura, um setor que vem ganhando destaque no Brasil, especialmente em relação à pesca tradicional. Durante o workshop, foram abordadas questões cruciais para a sustentabilidade e o futuro da pesca na Amazônia.
Espécies Nativas em Foco
As discussões se concentraram em espécies como tambaqui, pirarucu, pacu, matrinxã e diferentes tipos de bagres. O ministro ressaltou a relevância desses peixes para a economia local e nacional, apresentando dados que evidenciam o crescimento da aquicultura no Brasil. Atualmente, a produção de aquicultura atinge aproximadamente 882,3 mil toneladas anuais, superando as 485,7 mil toneladas geradas pela pesca extrativa.
Agenda na Universidade e no Instituto Federal
Após o workshop, a comitiva do ministério seguiu para a Universidade Federal do Oeste do Pará (Ufopa), onde participou de uma roda de conversa focada em políticas públicas voltadas para o setor pesqueiro. Essa iniciativa visa integrar a academia e o governo, promovendo debates que podem influenciar decisões futuras. O dia foi encerrado com uma visita técnica ao campus do Instituto Federal do Pará (IFPA), reforçando a parceria entre as instituições envolvidas na formação e pesquisa na área.
Conclusão
O workshop em Alter do Chão representa um passo importante para a promoção da aquicultura sustentável na Amazônia. Através da colaboração entre o governo, instituições de pesquisa e a academia, espera-se que novas políticas e práticas sejam desenvolvidas, assegurando a preservação dos recursos hídricos e o fortalecimento da economia local. A iniciativa também destaca a crescente relevância da aquicultura como alternativa viável à pesca convencional, promovendo um futuro mais sustentável para a região.
Fonte: https://g1.globo.com













