Inflação em 2026 tem projeção reduzida pelo mercado financeiro

O mercado financeiro revisou para baixo, pela quarta semana consecutiva, as estimativas para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). Segundo o Banco Central, por meio do Boletim Focus divulgado nesta segunda-feira (27), a expectativa é que a inflação oficial do país encerre o ano de 2026 em 5,12%.
O movimento de recuo nas projeções reflete uma tendência de ajuste nas expectativas dos analistas econômicos. Na semana anterior, o índice previsto era de 5,15%, enquanto há quatro semanas a estimativa alcançava 5,33%. Para os anos de 2027 e 2028, o mercado projeta taxas inflacionárias de 4,22% e 3,80%, respectivamente.
Estabilidade nas projeções de crescimento e câmbio
Enquanto a inflação apresenta trajetória de queda, outros indicadores macroeconômicos mantêm estabilidade há pelo menos quatro semanas. O Produto Interno Bruto (PIB) segue com projeção de crescimento de 1,99% para 2026. Para os anos de 2027 e 2028, as estimativas de expansão econômica estão fixadas em 1,60% e 2%, nesta ordem.
No cenário cambial, a cotação do dólar ao final de 2026 permanece estável em R$ 5,20, patamar que se mantém constante há seis semanas. As projeções para o período subsequente indicam cotações de R$ 5,28 para 2027 e R$ 5,30 para 2028, refletindo a cautela do mercado em relação ao comportamento da moeda norte-americana no longo prazo.
Perspectivas para a taxa Selic
A taxa básica de juros, a Selic, permanece com projeção de 14% para o fechamento de 2026, marca que se repete pela quinta semana consecutiva. Atualmente, o índice está em 14,25%, conforme definição do Comitê de Política Monetária (Copom) em 17 de junho. A expectativa do mercado aponta para ao menos uma redução na taxa até o final do período.
O histórico recente da política monetária mostra que, entre junho de 2025 e março de 2026, a Selic atingiu 15%, o maior nível desde julho de 2006. O ciclo de aperto monetário anterior, ocorrido entre setembro de 2024 e junho de 2025, foi marcado por sete elevações sucessivas. A próxima reunião do Copom está agendada para os dias 4 e 5 de agosto.
Fonte: agenciabrasil.ebc.com.br













