Médica Agredida em Pronto-Socorro de Santarém: Um Caso de Violência no Atendimento à Saúde

Um incidente alarmante ocorreu no Pronto-Socorro Municipal (PSM) de Santarém, no Pará, quando uma médica foi agredida pela filha de um paciente na última quarta-feira, 15 de novembro. O episódio levanta questões sobre a segurança dos profissionais de saúde em ambientes de atendimento emergencial.
Detalhes do Incidente
A médica Yuka Gomes Nishikawa, que estava de plantão, relatou que a confusão teve início enquanto o pai da suspeita recebia atendimento. Miquele Almeida da Conceição, identificada como a agressora, demonstrou comportamento agressivo, gritando e segurando a maca onde seu pai estava. Em um momento de desespero, ela se jogou no chão, levando a médica a tentar prestar ajuda, mas foi então surpreendida por socos e chutes.
Consequências da Agressão
A médica, que já sofre de endometriose, relatou ter sentido fortes dores abdominais após ser atingida na região pélvica. Além de Yuka, uma bombeira civil que estava presente também foi alvo da violência. Ambas as vítimas decidiram formalizar uma queixa contra Miquele, resultando na elaboração de um Termo Circunstanciado de Ocorrência (TCO) por lesão corporal.
Ação das Autoridades
Após o incidente, a coordenação do hospital acionou a Polícia Militar, que compareceu ao local para controlar a situação. Miquele Almeida foi levada à delegacia, onde se comprometeu a comparecer ao Juizado Especial Criminal. Ela foi liberada após assinar o termo de compromisso.
Reações e Acompanhamento do Caso
O advogado de Miquele, Wemerson Almeida, declarou que está aguardando a intimação da cliente para elaborar a defesa. Por outro lado, o Sindicato dos Médicos do Pará (Sindmepa) divulgou uma nota de repúdio, expressando solidariedade à médica agredida e enfatizando a necessidade de garantir segurança aos profissionais de saúde. A entidade também ressaltou que os médicos não devem ser responsabilizados por falhas na estrutura da rede pública de saúde.
Implicações da Violência no Atendimento à Saúde
Esse caso evidencia um problema crescente de violência contra profissionais da saúde em diversos contextos. A situação exige uma reflexão profunda sobre as condições de trabalho e segurança oferecidas nas instituições de saúde, além da responsabilização adequada dos agressores. A continuidade da investigação pela Polícia Civil, liderada pelo delegado Rennan Vianna Santos, é essencial para que justiça seja feita e para prevenir novas ocorrências.
Conclusão
A agressão sofrida pela médica no PSM de Santarém não é um caso isolado, mas sim um reflexo de uma problemática mais ampla que afeta a relação entre pacientes e profissionais de saúde. É fundamental que medidas sejam tomadas para assegurar um ambiente seguro, onde o cuidado e o respeito prevaleçam, permitindo que os profissionais desempenhem suas funções sem medo de violência.
Fonte: https://g1.globo.com











