Santarém Registra Caso Suspeito de Doença de Haff e Reforça Cuidados à População

Santarém Registra Caso Suspeito de Doença de Haff e Reforça Cuidados à População

A Secretaria Municipal de Saúde (Semsa) de Santarém, localizada no oeste do Pará, anunciou a notificação de um caso suspeito de Doença de Haff em 2026, após um hiato de dois anos sem ocorrências relatadas. O paciente, um homem de 46 anos do bairro Bela Vista, apresentou sintomas compatíveis com a síndrome após consumir peixe.

Investigação e Monitoramento

A Vigilância em Saúde está acompanhando o estado do paciente, que se encontra sob investigação epidemiológica e laboratorial para determinar a veracidade do diagnóstico. Até o momento, a Semsa registrou casos da doença nos anos anteriores, mas não houve notificações em 2024 e 2025, o que aumenta a atenção sobre o novo caso.

Histórico de Casos na Região

Entre 2021 e 2023, Santarém notificou um total significativo de casos de Doença de Haff. Em 2021, foram 16 notificações, com 10 residentes em Santarém, todos considerados compatíveis com a doença. Em 2022, o município teve um surto, registrando 85 casos, sendo a maioria de moradores locais. O pacu, um peixe típico da região, foi o mais consumido pelos pacientes diagnosticados. Em 2023, o número de notificações caiu para 25, com todos os residentes de Santarém classificados como compatíveis.

Entendendo a Doença de Haff

A Doença de Haff é uma condição rara que se manifesta pela rabdomiólise aguda, resultando na destruição das fibras musculares. Os sintomas mais comuns incluem dor intensa e fraqueza muscular, dor no pescoço e tórax, rigidez muscular e urina escura, semelhante ao café ou chá-preto. O diagnóstico depende da avaliação clínica, do histórico alimentar e de exames laboratoriais, como a dosagem da creatina fosfoquinase.

Orientações aos Consumidores

Diante do caso suspeito, a Semsa orienta que qualquer pessoa que apresente sintomas após o consumo de peixe busque atendimento imediato nas Unidades de Pronto Atendimento ou no Hospital Municipal. Além disso, recomenda-se que as sobras dos alimentos consumidos sejam preservadas para análise laboratorial, o que pode auxiliar nas investigações sobre a presença de toxinas.

Medidas Preventivas

Para prevenir a Doença de Haff, é essencial adquirir pescado apenas de estabelecimentos regularizados e de procedência conhecida. Os consumidores devem observar as condições de conservação e armazenamento dos produtos, além de evitar peixes de origem duvidosa. A Vigilância Epidemiológica continua monitorando casos suspeitos e colaborando com laboratórios e outros órgãos de saúde para garantir a segurança alimentar na região.

O alerta da Semsa destaca a importância da conscientização e da precaução entre os consumidores de pescado, especialmente em tempos de surto, garantindo assim a saúde da população local.

Fonte: https://g1.globo.com

Redação - WM

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