Jairton Silveira Bezerra, responsável pela morte de Paula Gomes da Costa, de 33 anos, na frente da filha, teve sua pena elevada para 58 anos, 8 meses e 5 dias de reclusão. O crime, ocorrido em outubro de 2024, foi motivado pela recusa do ex-marido em aceitar o término do relacionamento.
A nova condenação foi divulgada pelo Diário da Justiça no dia 1º de novembro, em resposta a um recurso interposto pelo Ministério Público Estadual (MP-AC). A sentença inicial, proferida em abril, havia estabelecido uma pena de 54 anos, mas a gravidade do ato levou o tribunal a reconsiderar a situação.
O homicídio ocorreu no bairro Alto Alegre, em Rio Branco, onde Jairton esfaqueou Paula na presença da filha de apenas seis anos. Além disso, o réu já tinha um histórico de agressões contra a vítima e havia descumprido uma medida protetiva que a ex-mulher havia conseguido.
O MP-AC argumentou que três agravantes deveriam ser consideradas na reavaliação da pena: o crime ter sido cometido na presença da filha, a violação da medida protetiva e o uso de um meio que dificultou a defesa da vítima. O tribunal acatou esses argumentos, reconhecendo a gravidade da situação enfrentada pela criança.
A família de Paula expressou sua dor e reclamação por justiça durante o julgamento. Cristina e Patrícia Silva, irmãs da vítima, se manifestaram sobre a perda e o impacto emocional que o crime causou. Elas destacaram que a condenação, embora significativa, ainda parecia insuficiente diante da tragédia que enfrentaram.
Jairton foi formalmente acusado em janeiro de 2025, e o juiz Alesson Braz decidiu levá-lo a júri popular em junho daquele ano. A defesa tentou minimizar a acusação, mas suas solicitações foram negadas, e ele permaneceu preso durante todo o processo, sem possibilidade de recorrer em liberdade.
O caso de Paula Gomes se insere em um contexto alarmante de violência contra a mulher, especialmente no Acre, onde as taxas de feminicídio são alarmantes. O crime não só chocou a sociedade, mas também ressaltou a urgência de medidas efetivas de proteção às vítimas e de combate à violência de gênero.
A condenação de Jairton Silveira Bezerra representa um passo importante no combate à impunidade em casos de feminicídio. No entanto, a dor da perda permanece viva na memória da família de Paula, que continua a lutar por justiça e por um futuro mais seguro para todas as mulheres.
Fonte: https://g1.globo.com
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