Uma mulher de 49 anos, que foi condenada por seu envolvimento na morte do mecânico Francisco Erismar Luciano de Oliveira, conhecido como 'Mazinho', foi presa na última sexta-feira (14) em Boa Vista, estado de Roraima. O crime, que ocorreu em 2011 na cidade de Quixadá, no Ceará, teve motivações ligadas a uma desavença anterior entre os envolvidos.
O homicídio de Francisco Erismar aconteceu no dia 12 de julho de 2011, quando ele foi abordado por dois homens em uma motocicleta e alvo de disparos que resultaram em sua morte. As investigações revelaram que a motivação do crime estava ligada a uma vingança decorrente de uma desavença que ocorreu em 2008, envolvendo a acusada, seu ex-companheiro e outras pessoas associadas à vítima.
A prisão da mulher foi resultado de um trabalho conjunto entre a Polícia Civil do Ceará e a Polícia Rodoviária Federal (PRF). O delegado Vinicius Souza, da Delegacia de Polícia Interestadual (Polinter), liderou a operação após receber informações do setor de inteligência da PRF sobre a existência de um mandado de prisão contra ela. A captura ocorreu na BR-174, em Boa Vista.
Condenada a 16 anos e 6 meses de prisão por homicídio qualificado, a mulher estava foragida e era procurada pela Justiça do Ceará. O mandado de prisão foi emitido pela 4ª Vara do Júri da Comarca de Fortaleza. Ela deve cumprir a pena em regime fechado, e sua prisão faz parte de um esforço contínuo das autoridades para localizar todos os envolvidos no crime, que também inclui a captura do ex-companheiro da acusada, preso em junho de 2026.
O sucesso da operação de captura foi atribuído à colaboração eficaz entre as diferentes instituições policiais. O delegado Vinicius Souza enfatizou que a troca de informações e a integração entre as equipes foram cruciais para a localização da foragida, permitindo que as diligências fossem realizadas de maneira eficiente e segura.
Após a prisão, a mulher foi levada à sede da Polinter, onde aguardará a realização de uma audiência de custódia marcada para o sábado (15). Este procedimento é padrão em casos de prisões para garantir a legalidade e a legitimidade da detenção.
Fonte: https://g1.globo.com
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