A Justiça do Pará suspendeu o evento intitulado 'Rock Doido no Deck', que estava agendado para este sábado, dia 15, em São João de Pirabas. A decisão foi proferida após uma ação civil pública movida pelo Ministério Público do Estado do Pará (MPPA), que apontou preocupações ambientais relacionadas à realização do evento.
O MPPA fundamentou a ação na necessidade de proteger a área de manguezal onde se encontra o estabelecimento Deck do Fred. Segundo o Ministério Público, a realização de eventos com som de alta potência e iluminação intensa poderia causar danos irreparáveis a esse ecossistema frágil, que é crucial para a biodiversidade local.
Em resposta à decisão judicial, o Deck do Fred manifestou sua decepção nas redes sociais, ressaltando o esforço e investimento realizados para a realização do evento. O comunicado lamentou a situação, afirmando que a equipe havia se preparado para um evento de grande porte, mas que, infelizmente, as circunstâncias eram desfavoráveis.
Com a determinação, o estabelecimento não pode realizar qualquer evento que envolva amplificação sonora ou estruturas que possam afetar a área de preservação, incluindo festas e shows. A Justiça fixou uma multa de R$ 100 mil para cada evento que descumprir essa ordem, além de exigir a remoção de qualquer promoção relacionada ao evento nas redes sociais.
Os organizadores do evento informaram que todos os valores pagos pelas pulseiras de entrada serão reembolsados. Para solicitar o reembolso, os compradores devem entrar em contato com o número disponibilizado pelo estabelecimento. Essa medida visa minimizar os impactos financeiros para os participantes que haviam adquirido ingressos.
A decisão judicial também incluiu a responsabilização da Prefeitura de São João de Pirabas e da Secretaria Municipal de Meio Ambiente (SEMMA), que devem monitorar o cumprimento da ordem. O restaurante poderá continuar suas operações normais, desde que cumpra as exigências legais e mantenha níveis sonoros adequados.
A expectativa agora é que a fiscalização se intensifique na área de mangue para evitar futuras ocorrências que possam comprometer a preservação ambiental. Enquanto isso, a comunidade e os organizadores de eventos devem encontrar um equilíbrio entre a promoção cultural e a proteção dos recursos naturais da região.
Fonte: https://g1.globo.com
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