A morte de Jucleibisson dos Santos Pereira, encontrado gravemente ferido em uma área de mata em Santarém, Pará, gerou uma série de investigações por parte da Polícia Civil. A vítima foi localizada às margens da Avenida Cuiabá no dia 3 de outubro e, apesar de ter sido socorrida por uma equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e levada ao Hospital Municipal, não resistiu aos ferimentos e faleceu na manhã seguinte.
O delegado Gustavo Ceccagno, responsável pelo caso, relatou que Jucleibisson estava em estado crítico e, durante o atendimento, mencionou ter sido agredido. No entanto, ele demonstrou receio em buscar ajuda da polícia, o que complica a investigação. Inicialmente, a identificação do homem se mostrou desafiadora, pois o nome que ele forneceu estava incorreto, possivelmente devido ao seu estado debilitado.
A verdadeira identidade de Jucleibisson foi confirmada apenas após a divulgação do caso, quando familiares, que residem em Rurópolis, reconheceram a vítima através de uma fotografia tirada no hospital. Os parentes relataram que ele enfrentava problemas com drogas, tinha um histórico de vida nas ruas e havia fugido recentemente de uma instituição de recuperação.
A Polícia Civil ainda não conseguiu identificar os agressores ou as motivações por trás do ataque. Embora o caso tenha sido registrado inicialmente como lesão corporal seguida de morte, o delegado Ceccagno indicou que as investigações podem evoluir para acusações mais graves, dependendo das evidências reunidas. Uma das teorias sugere que Jucleibisson pode ter sido alvo de um "tribunal do crime", enquanto outros motivos, como dívidas relacionadas a drogas, também estão sendo considerados.
De acordo com Ceccagno, existem vídeos circulando nas redes sociais que mostram a vítima sendo agredida por comerciantes, possivelmente em decorrência de delitos menores. Além disso, a polícia está em busca de testemunhas que possam fornecer informações sobre o último dia de vida de Jucleibisson e já ouviu pessoas que conheciam a vítima.
Com a ausência de prisões em flagrante, a investigação prossegue por meio de um inquérito instaurado por portaria. O delegado explicou que o processo inclui a coleta de provas, perícias no local do crime e exames no corpo da vítima para esclarecer as circunstâncias de sua morte. As autoridades também estão em busca de imagens de câmeras de segurança que possam ajudar a identificar quem deixou Jucleibisson naquela área.
Ceccagno fez um apelo à população e à imprensa para colaborar com informações que possam elucidar o caso. Ele expressou esperança de que, dentro dos próximos 30 dias, a polícia consiga identificar os responsáveis pelas agressões. O caso de Jucleibisson destaca não apenas a fragilidade de indivíduos em situação de vulnerabilidade, mas também os desafios que a polícia enfrenta em investigações de crimes relacionados a grupos criminosos.
A investigação continua em andamento, com a Polícia Civil empenhada em esclarecer todos os detalhes que levaram à morte de Jucleibisson dos Santos Pereira e trazer justiça para sua família.
Fonte: https://g1.globo.com
Aproveite para compartilhar clicando no botão acima!
Visite nosso site e veja todos os outros artigos disponíveis!