O estado do Pará enfrenta uma grave crise ambiental em outubro, com a detecção de mais de 8 mil focos de incêndio, conforme dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). O cenário é alarmante, especialmente no oeste do estado, onde a maioria dos municípios mais afetados pelas queimadas está localizada.
Diante da situação crítica, uma sala de crise foi estabelecida em Santarém para coordenar as ações de combate aos incêndios. Essa iniciativa envolve o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), o Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) e o Corpo de Bombeiros. Além disso, a operação contará com a colaboração da Força Nacional e da Polícia Federal, que investigarão as causas dos incêndios.
A presença de brigadistas é crucial para a contenção das chamas; atualmente, uma base do programa Prevfogo do Ibama opera na região com 91 profissionais. O Ministério do Meio Ambiente anunciou que enviará mais agentes ao Pará, embora os detalhes sobre o número de novos reforços ainda não tenham sido divulgados.
Para intensificar o combate aos incêndios, aeronaves do modelo Air Tractor foram deslocadas para Santarém, com a função de lançar água sobre as áreas afetadas. A expectativa é que pelo menos seis aviões participem da operação, proporcionando um suporte aéreo significativo às equipes terrestres.
A cidade de Mojuí dos Campos declarou situação de emergência em decorrência dos incêndios florestais. Como parte das medidas de segurança, a prefeitura suspendeu as aulas na zona rural. As equipes da Secretaria Municipal de Meio Ambiente estão ativamente mapeando as famílias impactadas pelas queimadas.
No sudoeste do Pará, Altamira também enfrenta uma situação de emergência devido aos incêndios. A Reserva Extrativista Riozinho do Anfrísio é uma das áreas mais atingidas, com cerca de 4 mil hectares devastados pelo fogo. Brigadistas e equipes de parques nacionais, como os de Carajás e Itatiaia, têm se mobilizado para controlar as chamas.
A estiagem prolongada na região, com cerca de três meses sem chuvas, agrava ainda mais a situação. Pesquisadores da Universidade Federal do Oeste do Pará (Ufopa) alertam que a vegetação seca facilita a propagação do fogo, ameaçando não apenas as florestas, mas também propriedades rurais e residências. O Corpo de Bombeiros recomenda que a população evite qualquer atividade que possa resultar em queimadas e que notifique imediatamente as autoridades ao avistar focos de incêndio.
Com um número alarmante de incêndios registrados e a implementação de medidas emergenciais, o Pará se vê diante de um desafio significativo. A atuação coordenada entre diversos órgãos e a conscientização da população são essenciais para mitigar os impactos dos incêndios e proteger o meio ambiente.
Fonte: https://g1.globo.com
Aproveite para compartilhar clicando no botão acima!
Visite nosso site e veja todos os outros artigos disponíveis!