O garimpo ilegal tem se expandido de forma alarmante no Amapá, especialmente nas proximidades do Santuário das Árvores Gigantes, uma área de significativa importância ambiental. Para combater essa atividade criminosa, a Polícia Federal (PF) tem intensificado suas operações na região, resultando em apreensões substanciais e na destruição de equipamentos utilizados pelos garimpeiros.
Entre os dias 12 e 15 de maio deste ano, a PF conduziu uma operação no Santuário, localizado entre Laranjal do Jari (AP) e Almeirim (PA). Durante a ação, foram destruídas quatro escavadeiras, além de motores, quadriciclos, tratores e geradores, totalizando um grande impacto nas operações ilegais. A destruição de acampamentos clandestinos e a apreensão de 3 kg de mercúrio também figuram entre os resultados dessa operação.
O avanço do garimpo ilegal apresenta riscos significativos à biodiversidade local. Em setembro de 2025, organizações ambientais alertaram sobre a ameaça a sete majestosas árvores da espécie angelim-vermelho, que ultrapassam os 80 metros de altura. A degradação das florestas tropicais do Amapá não apenas afeta a flora, mas também compromete o equilíbrio de todo o ecossistema da região.
Além do Santuário das Árvores Gigantes, a PF tem concentrado esforços em outras áreas críticas, como o Parque Nacional Montanhas do Tumucumaque. Recentemente, equipes foram enviadas para a região de Oiapoque, onde foram registradas poças contaminadas por minério, evidenciando a extensão do problema. O delegado regional da PF, Everton Manso, destacou que os principais pontos de atenção incluem Oiapoque, Laranjal do Jari e Calçoene.
Investigação da PF revelou que organizações criminosas estão por trás das operações de garimpo ilegal, utilizando máquinas pesadas para extrair não apenas ouro, mas também cassiterita, mineral estratégico para a indústria. A Operação Trono de Ferro, realizada em fevereiro, visou desmantelar a estrutura dessas quadrilhas, resultando em múltiplas prisões e apreensões em diferentes estados.
A PF está adotando medidas de monitoramento por satélite para avaliar o impacto ambiental do garimpo ilegal. Para fortalecer ainda mais suas operações, a corporação receberá 120 novos agentes nos próximos dias, aumentando a capacidade de fiscalização em áreas críticas. Até o momento, as operações do ano de 2026 resultaram na destruição de 14 escavadeiras hidráulicas, 20 mil litros de diesel apreendidos e a desativação de uma oficina mecânica.
A intensificação das ações da Polícia Federal no Amapá reflete a urgência em combater o garimpo ilegal, que ameaça tanto a biodiversidade da região quanto a integridade das florestas. Com o apoio de novas equipes e tecnologias de monitoramento, espera-se um avanço nas operações contra atividades ilícitas, promovendo a preservação ambiental e a justiça social.
Fonte: https://g1.globo.com
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