No último domingo, 20 de setembro, o escritório de advocacia Barci de Moraes emitiu uma nota esclarecendo a falta de vínculos pessoais nas contratações de táxi aéreo para seus profissionais. A declaração surgiu em resposta à divulgação de um vídeo pelo jornalista Lauro Jardim, do jornal O Globo, que capturou a chegada do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, e sua esposa, Viviane Barci, sócia do escritório, no aeroporto Santos Dumont, no Rio de Janeiro.
O vídeo, datado de 22 de agosto de 2025, mostra o desembarque do casal e chamou atenção para o prefixo do jatinho utilizado, que pertence à Prime Aviation. Esta empresa é conhecida por ter contado com Daniel Vorcaro, ex-banqueiro, entre seus sócios. A situação gerou questionamentos sobre a natureza da relação entre o escritório de advocacia e a empresa de aviação, especialmente após as recentes controvérsias envolvendo o Banco Master.
Em sua nota, o Barci de Moraes confirmou a contratação de serviços de táxi aéreo à Prime Aviation, mas assegurou que não houve voos compartilhados entre Viviane, o ministro e Vorcaro. A defesa enfatizou que a decisão de utilizar a empresa não foi influenciada por relações pessoais, mas sim por critérios operacionais e profissionais. "A escolha das aeronaves é feita pelas empresas de aviação civil contratadas, e não pela preferência pessoal de seus clientes", esclareceu o escritório.
A conexão entre o escritório Barci de Moraes e o Banco Master foi amplamente discutida após a revelação de um contrato de R$ 130 milhões para prestação de serviços jurídicos. Essa relação, no entanto, foi suspensa após a liquidação do banco pelo Banco Central. O foco na parceria levantou suspeitas sobre possíveis conflitos de interesse e a integridade das operações do escritório.
A situação envolvendo o Barci de Moraes, as viagens de jatinho e a conexão com Vorcaro e o Banco Master ilustra a complexidade das relações entre instituições financeiras e escritórios de advocacia. A transparência nas contratações e o esclarecimento de vínculos pessoais são fundamentais para manter a confiança pública e a integridade do setor jurídico. O desdobramento desse caso poderá trazer novas discussões sobre a ética e a regulamentação das relações entre advogados e seus clientes.
Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br
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