Neste domingo, 21 de junho, os eleitores de Roraima se mobilizam para participar de uma eleição suplementar, onde escolherão um novo governador e vice-governador. Esta votação se tornou necessária após a cassação do mandato do ex-governador Edilson Damião, do partido Republicanos, pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), devido a crimes eleitorais cometidos durante as eleições de 2022.
A eleição irá ocorrer entre 8h e 17h, com 384.582 eleitores habilitados para votar. O novo governador ocupará o cargo até janeiro de 2027, quando o vencedor das eleições gerais de outubro assumirá o governo. Essa situação resulta em duas eleições para o cargo de governador no mesmo ano, algo incomum na política brasileira.
Três chapas disputam a eleição suplementar, cada uma com suas particularidades. A primeira é composta por Arthur Henrique e Subtenente Velton, ambos do PL. Apesar de terem suas candidaturas barradas pelo Tribunal Regional Eleitoral de Roraima (TRE-RR) devido a questões de desincompatibilização, eles continuam na disputa, aguardando decisões sobre recursos em instâncias superiores.
A segunda chapa é formada por Nelita Frank e Barto Macuxi, do PT e PSOL, respectivamente. Nelita, que é socióloga, assumiu a candidatura após a substituição de Antônia Pedrosa, que também enfrentou problemas semelhantes aos de Arthur. O partido garantiu que a troca seguisse todas as regras eleitorais.
Por fim, a terceira chapa conta com Soldado Sampaio e Tayla Peres, ambos do Republicanos. Sampaio atualmente exerce a função de governador interino, após ter assumido o cargo temporariamente, e busca a confirmação de seu posto através da votação popular.
A realização da eleição suplementar foi determinada após o TSE concluir que Edilson Damião cometeu abuso de poder político e econômico durante o período eleitoral anterior, ao utilizar programas sociais do governo de forma inadequada. Sua gestão foi notoriamente breve, durando apenas 34 dias, tornando-se a mais curta da história do estado.
O voto é obrigatório nas eleições suplementares, e a falta de comparecimento ou justificativa pode resultar em multas e outras penalidades. Para garantir a integridade do processo, 350 locais de votação estarão disponíveis, e denúncias de irregularidades podem ser feitas através de um canal de comunicação da Polícia Federal.
A eleição suplementar de Roraima não apenas busca sanar a lacuna deixada pela cassação de Damião, mas também reafirma a importância da participação cidadã em momentos críticos da política local. Com um cenário eleitoral dinâmico e três chapas competitivas, os eleitores têm a oportunidade de moldar o futuro do estado, mesmo em um contexto desafiador.
Fonte: https://g1.globo.com
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