A recente venda de um lote rural em Dianópolis, Tocantins, pelo valor de R$ 25 milhões ao cantor Alexandre Pires desencadeou uma intensa disputa judicial entre três sócios. A controvérsia gira em torno da alegação de um dos empresários, que afirma ter sido excluído da negociação e não ter recebido a parte que lhe caberia na transação.
O caso envolve a venda do Lote 8 da Fazenda Buriti, propriedade de uma sociedade rural informal composta por Renato Junio Pinto Guimarães, Gabriel Alves de Freitas e Matheus Alves de Freitas. Renato alega que a gestão das fazendas do grupo estava dividida, com ele responsável pela administração direta das propriedades, enquanto Gabriel e Matheus cuidavam da parte documental e administrativa.
Em agosto, após uma escalada de conflitos, a Justiça determinou que o Ministério Público do Tocantins (MPTO) fosse acionado para investigar possíveis crimes relacionados à disputa. O juiz responsável pelo caso coletou novos documentos e evidências, incluindo vídeos e fotos que Renato apresentou para sustentar suas alegações sobre a invasão de suas propriedades pelos outros sócios.
Renato também relatou um confronto físico em que os sócios invadiram sua fazenda e levaram maquinários, além de soltarem animais de seu gado na rodovia. O MPTO ainda não recebeu a notificação oficial para iniciar a análise do caso, mas já se prepara para a investigação.
No processo judicial, Renato sustenta que tinha direito a um terço da propriedade, argumentando que a venda para Alexandre Pires ocorreu sem sua autorização. Ele busca a anulação da parte da venda que não reconhece.
O juiz Rodrigo da Silva Perez Araújo, em decisões recentes, considerou que os documentos apresentados por Renato indicam que ele não era apenas um funcionário, mas um parceiro ativo na gestão das propriedades. A Justiça determinou a inclusão de Alexandre Pires na ação, considerando essencial a participação de todos os envolvidos na negociação. Além disso, foram tomadas medidas para preservar os bens da sociedade rural, como a catalogação de máquinas e gado, e uma advertência aos réus para que não obstruíssem a gestão comum dos ativos.
A disputa em torno da venda da Fazenda Buriti reflete não apenas questões financeiras, mas também a complexidade das relações entre os sócios e a gestão de propriedades rurais. Com a investigação do Ministério Público e as ações judiciais em andamento, o caso promete desdobramentos significativos que podem impactar não apenas os envolvidos, mas também o mercado imobiliário rural na região.
Fonte: https://g1.globo.com
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