A Secretaria de Agricultura, Desenvolvimento e Inovação (Seadi) de Roraima divulgou uma estimativa otimista para o plantio de soja no estado, prevendo um aumento de 9,42% na área cultivada até 2026. Essa projeção representa uma elevação significativa, passando de 132.421 hectares em 2025 para 144.893 hectares no ano seguinte.
Esse crescimento faz parte do programa Rota dos Grãos, que visa não apenas aumentar a produção agrícola, mas também planejar o setor de maneira sustentável. O programa realiza visitas técnicas a propriedades rurais para coletar dados essenciais sobre as plantações de grãos, incluindo soja, milho, arroz e algodão. O objetivo é analisar a área plantada, a produtividade e o potencial de expansão das lavouras.
Segundo Frankarlos Lopes, coordenador do programa, a meta é visitar mais de 250 propriedades rurais. Ele destaca que as informações obtidas durante as visitas são fundamentais para atualizar o mapa agrícola do estado, identificar polos produtivos e gerar dados técnicos. Esses elementos são cruciais para o planejamento de políticas públicas e investimentos direcionados ao setor agrícola.
O crescimento da produção de grãos em Roraima é visto como um passo importante para consolidar a região como uma nova fronteira agrícola dentro da Amazônia Legal. O governo estadual tem se empenhado em promover práticas agrícolas que garantam sustentabilidade e inovação, alinhando-se ao Plano Roraima 2030, que se concentra em segurança alimentar e geração de empregos.
O programa Rota dos Grãos também conta com a colaboração da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), que apoia a coleta de dados e a cooperação técnica entre os governos estadual e federal. Essa sinergia é essencial para fortalecer a cadeia produtiva e garantir que o crescimento agrícola ocorra de forma organizada e sustentável.
Com a previsão de aumento na área plantada e o suporte de iniciativas governamentais, Roraima se posiciona para um futuro promissor na produção de soja. As ações em curso não apenas ampliam a produção, mas também visam a sustentabilidade e o desenvolvimento econômico da região, refletindo um compromisso com a inovação e a segurança alimentar.
Fonte: https://g1.globo.com
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