A chegada do período de seca na Amazônia, conhecido como 'verão amazônico', traz à tona a necessidade urgente de abordar as queimadas que afetam a região. Em resposta a esse desafio, 13 municípios do oeste do Pará se reuniram em Santarém para discutir alternativas ao uso do fogo na agricultura familiar. O encontro, que começou na segunda-feira (17) e se estenderá até terça (18), ocorre no Centro de Informações Ambientais (Ciam) e visa desenvolver planos de prevenção e combate a incêndios florestais.
O evento conta com a participação de técnicos especializados nas áreas de meio ambiente e agricultura de diversas cidades, incluindo Alenquer, Belterra, Curuá, Itaituba, Juruti, Mojuí dos Campos, Monte Alegre, Óbidos, Oriximiná, Prainha, Rurópolis, Trairão e Santarém. Durante o primeiro dia, os participantes discutiram temas relevantes, como os impactos das mudanças climáticas, a importância de sistemas de monitoramento por satélite e métodos agrícolas que eliminam a necessidade do fogo para a limpeza das terras.
Os técnicos analisaram uma variedade de práticas sustentáveis, incluindo a conservação do solo e da água, a recuperação de pastagens degradadas e a implementação de sistemas agroflorestais. Esses sistemas, que combinam a agricultura com a preservação da floresta, são fundamentais para reduzir a dependência do fogo e promover uma agricultura mais ecológica e sustentável.
A secretária de Meio Ambiente de Santarém, Vânia Portela, enfatizou que o principal objetivo do encontro é evitar que as queimadas se tornem incontroláveis. Ela ressaltou a importância de fortalecer a prevenção, orientar sobre o uso responsável do fogo e proteger tanto as florestas quanto a produção rural e as vidas humanas. Esse esforço visa mitigar os riscos associados às queimadas, que podem causar danos irreparáveis ao ecossistema.
No último dia do evento, os participantes se dedicam à elaboração dos Planos Municipais Integrados de Fogo para cada uma das prefeituras. Cada município sairá do encontro com um plano de ação adaptado à sua realidade, que incluirá diretrizes para orientar os produtores locais e estratégias para organizar brigadas de combate a incêndios em situações de emergência.
Essa iniciativa é fruto de uma colaboração entre o Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (Ipam), as secretarias estaduais de Meio Ambiente (Semas) e de Agricultura Familiar (Seaf), além da prefeitura de Santarém. A união de esforços entre essas entidades é crucial para promover a conscientização e a implementação de práticas agrícolas que respeitem o meio ambiente e garantam a segurança alimentar na região.
O encontro realizado em Santarém representa um passo significativo na luta contra as queimadas na Amazônia. Com a troca de conhecimentos e a elaboração de planos de ação, os municípios do oeste do Pará estão se preparando para enfrentar os desafios impostos pela seca e pelas mudanças climáticas. A esperança é que, através da adoção de práticas sustentáveis e da prevenção, seja possível preservar a rica biodiversidade da região e proteger as comunidades locais.
Fonte: https://g1.globo.com
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