Durante as obras de infraestrutura na Rodovia Josmar Chaves Pinto, que conecta Macapá a Santana, uma descoberta significativa foi feita: um cemitério indígena pré-colonial, datado entre os anos 1000 e 1500. A equipe do Instituto de Pesquisas Científicas e Tecnológicas do Estado do Amapá (Iepa) encontrou urnas funerárias contendo ossos, além de ferramentas de pedra e utensílios de cerâmica.
A descoberta ocorreu durante os serviços de terraplenagem para a construção de uma nova rotatória, localizada nas proximidades do Bioparque da Amazônia e da sede do Iepa. Lúcio Costa Leite, do Núcleo de Pesquisas Arqueológicas do Iepa, relatou que os operários notaram um objeto curioso enquanto trabalhavam. A equipe de arqueologia foi chamada e, ao investigar, encontraram um vasto campo repleto de artefatos cerâmicos, revelando a importância do local.
O monitoramento de obras é uma prática essencial no licenciamento ambiental, pois protege os vestígios de antigas civilizações que habitaram a região. Graças a este processo, todas as peças e urnas encontradas foram cuidadosamente resgatadas e catalogadas. Em seguida, passarão por análises e testes de datação para esclarecer quais grupos indígenas habitaram essa área ao longo da história.
Além das urnas funerárias, os pesquisadores também descobriram diversas ferramentas de pedra. A quantidade e a diversidade dos artefatos sugerem que o local pode ter abrigado uma aldeia de grandes proporções, o que indica uma ocupação indígena significativa na região. A Rodovia Josmar Chaves Pinto, portanto, não é apenas uma via de transporte, mas também um traço da rica história indígena que permeia o estado do Amapá.
A revelação de um antigo cemitério indígena durante as obras na Rodovia Josmar Chaves Pinto não apenas destaca a importância do patrimônio cultural, mas também ressalta a necessidade de práticas de preservação durante o desenvolvimento urbano. A descoberta oferece uma oportunidade valiosa para compreender melhor as civilizações que habitaram a região e contribui para a valorização da herança indígena no Amapá.
Fonte: https://g1.globo.com
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