O programa Bolsa Família, fundamental para a assistência social no Brasil, teve seus valores reajustados em 15%. A medida, que visa garantir o poder de compra das famílias beneficiárias, foi oficializada por meio de um decreto assinado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, publicado em uma edição extra do Diário Oficial da União.
Com o reajuste, o valor mínimo do benefício passa a ser de R$ 691, uma elevação significativa em relação ao patamar anterior de aproximadamente R$ 600. Além disso, o valor médio pago às famílias beneficiárias também aumenta, passando de R$ 675 para R$ 777, o que representa um acréscimo de cerca de R$ 100 por família.
O decreto estabelece novos valores para os diferentes tipos de benefícios oferecidos pelo programa. O Benefício de Renda de Cidadania, que é destinado a cada membro da família, será reajustado para R$ 164. Enquanto isso, o Benefício Primeira Infância terá um novo valor de R$ 173 e o Benefício Variável Familiar passará a ser de R$ 58.
A correção dos valores foi baseada na inflação acumulada de 15,04% apurada pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) entre março de 2023 e agosto de 2026. Bruno Moretti, secretário-executivo do Ministério do Planejamento, destacou que a atualização é essencial para que as famílias não percam poder aquisitivo diante do cenário inflacionário.
Durante a cerimônia de assinatura do decreto, o ministro da Fazenda, Dario Durigan, ressaltou que a medida também tem como objetivo mitigar riscos de insegurança alimentar entre as populações mais vulneráveis. Ele enfatizou a importância de garantir que essas famílias tenham acesso a alimentos, especialmente em tempos de alta inflação.
Além do reajuste, Durigan apresentou previsões para o futuro do programa, indicando que, até 2027, o Bolsa Família poderá representar entre 1,2% e 1,25% do Produto Interno Bruto (PIB), uma redução em relação ao índice de aproximadamente 1,5% observado entre 2022 e 2023. Isso sugere um esforço do governo para manter a sustentabilidade financeira do programa enquanto atende às necessidades da população.
O reajuste no Bolsa Família, que entra em vigor a partir de 1º de outubro, representa uma importante ação do governo para apoiar as famílias em situação de vulnerabilidade e garantir que elas não sofram com as consequências da inflação.
Fonte: https://agenciabrasil.ebc.com.br
Aproveite para compartilhar clicando no botão acima!
Visite nosso site e veja todos os outros artigos disponíveis!