Na última quarta-feira, 20 de maio, um caminhão boiadeiro que transportava mais de 40 lhamas foi apreendido na BR-364, no Acre. O veículo foi interceptado durante uma fiscalização conjunta da Polícia Militar e da Polícia Federal. Segundo o proprietário dos animais, Wellington Vieira de Araújo, as lhamas estavam sendo levadas para a Rondônia Rural Show, que ocorre em Ji-Paraná, Rondônia.
Wellington afirmou que parte dos animais é nativa do Brasil e negou qualquer irregularidade em sua origem. Em entrevista ao g1, ele explicou que enviou as lhamas ao Acre para divulgação e venda, mas decidiu trazê-las de volta após conseguir um espaço na feira agropecuária. "Eu tinha mandado elas para o Acre. E daí, como o pessoal abriu espaço para mim na Rondônia Rural Show, aí eu estava retornando com elas", declarou.
Apesar de reconhecer que os animais estavam sem a Guia de Transporte Animal (GTA), Wellington contestou a forma como a situação foi abordada pelas autoridades. Ele destacou que, embora soubesse da necessidade do documento, não acredita que a legislação vigente justifique a apreensão. "Eu realmente deveria ter tirado o GTA, porque se eles alegam, eu era ciente disso. Mas, legalmente, eu não tenho lei que ampara isso deles", afirmou.
O empresário já havia enfrentado um episódio semelhante em setembro do ano passado, quando uma carga de alpacas e lhamas foi retida em Assis Brasil, no Acre, por falta de documentação. Na ocasião, ele denunciou a situação ao Ministério Público Federal, alegando que a liberação dos animais foi atrasada devido à ausência de auditor fiscal na alfândega. A carga foi finalmente liberada após 16 dias, mediante decisão judicial.
Atualmente, as lhamas apreendidas estão sob os cuidados da ONG Patinha Carente em uma propriedade rural localizada na Estrada de Porto Acre. A 1ª Vara da Justiça Federal no Acre informou que a destinação dos animais será decidida em breve, buscando sempre o bem-estar dos mesmos. O Instituto de Defesa Agropecuária e Florestal do Acre (Idaf) também se manifestou, afirmando que o caso passa a ser tratado na esfera federal.
Wellington destacou que, para a movimentação dos animais dentro do Brasil após a importação, é necessário apenas um atestado veterinário que comprove a saúde dos mesmos. Ele também mencionou que possui a autorização para a importação das lhamas. "Esses animais que estão presos lá [no Acre] são nacionalizados, alguns no Brasil, oriundos da primeira importação, e outros nasceram em casa [em Rondônia]", explicou.
O caso das lhamas apreendidas no Acre levanta questões importantes sobre a legislação referente ao transporte de animais e a necessidade de documentação adequada. Enquanto as autoridades continuam a investigar a situação, o proprietário busca recuperar a guarda dos animais através da Justiça, afirmando que todos os trâmites legais foram seguidos. A situação dos animais, agora sob proteção de uma ONG, será decidida em breve, com foco no bem-estar e na saúde dos mesmos.
Fonte: https://g1.globo.com
Aproveite para compartilhar clicando no botão acima!
Visite nosso site e veja todos os outros artigos disponíveis!