Em celebração ao Dia da Amazônia, comemorado no último sábado (5), o g1 destacou cinco espécies raras e curiosas que habitam a região de Serra do Navio, no noroeste do Amapá. Essas criaturas se destacam não apenas por suas características físicas e comportamentais, mas também por serem registros inéditos para a ciência brasileira.
Cerca de 73% do território do Amapá é protegido por unidades de conservação, territórios indígenas e quilombolas, tornando-o um dos estados com maior cobertura ambiental preservada do Brasil. Essa vasta área abriga uma variedade de espécies que, por sua peculiaridade, são raramente vistas por humanos.
Entre os animais mais intrigantes da lista, está a perereca-de-vidro, que possui uma pele quase translúcida, permitindo a visualização de seus órgãos internos. Esta espécie, que mede entre 2 e 5 centímetros, foi registrada pela primeira vez no Brasil com a ajuda do fotógrafo e guia Wirley Almeida, que a descobriu em seu quintal em 2020.
A rã-kambô, embora não seja considerada rara, apresentou um comportamento reprodutivo curioso conhecido como amplexo múltiplo. Nesse fenômeno, vários machos se agarram a uma única fêmea, uma prática que ocorre frequentemente durante a estação chuvosa, quando a atividade reprodutiva aumenta nas margens de rios e lagoas.
A cigarrinha-ninfa, com cerca de cinco milímetros, é notável por seu formato peculiar na fase juvenil. Registrada pela primeira vez em 2012 em uma expedição ao Suriname, esta espécie desenvolve estruturas cerosas que se assemelham a uma cauda, servindo como um mecanismo de defesa contra predadores, permitindo sua fuga em caso de ataque.
A cobra-cega, uma espécie pequena e de hábitos subterrâneos, é difícil de ser avistada na floresta. Com um corpo cilíndrico que pode confundí-la com minhocas, esse animal passa a maior parte do tempo debaixo da terra e só emerge durante a noite ou após a chuva, quando o solo se torna mais úmido.
Por último, a lagarta-cristal se destaca por sua aparência que remete a vidro ou gelatina. Com um corpo translúcido e tons que variam entre âmbar e laranja, essa espécie vive em florestas tropicais densas. Sua camada gelatinosa é crucial para a proteção e a manutenção da umidade, antes que ela passe pela metamorfose para se tornar uma mariposa.
Essas cinco espécies exemplificam a rica biodiversidade do Amapá e a importância da preservação ambiental. Cada descoberta não só enriquece o conhecimento científico, mas também ressalta a necessidade de proteção dos habitats naturais que abrigam esses incríveis animais. O esforço contínuo de pesquisadores e entusiastas é vital para a conservação da Amazônia.
Fonte: https://g1.globo.com
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