A história de Lara Gabriela e Maria Eduarda, duas jovens que lutaram bravamente contra a leucemia, comoveu a cidade de Porto Velho e deixou um legado de amizade e força. Após anos enfrentando a doença, as duas amigas faleceram no mesmo hospital e com apenas uma hora de diferença, em um desfecho trágico que marca a luta incansável delas contra o câncer.
O laço entre Lara e Duda começou no Hospital do Amor, onde ambas estavam em tratamento. Lara, diagnosticada com leucemia linfoblástica aguda aos 12 anos, entrou em contato com Maria Eduarda, que vinha de Cacoal para receber cuidados médicos. O pai de Lara, Guilherme Vlaxio, recorda como Maria Eduarda, com seu jeito carismático, conquistou a confiança da filha, que já havia decidido não formar mais vínculos por conta das perdas que enfrentou durante o tratamento.
A amizade entre as duas rapidamente se fortaleceu, permitindo que compartilhassem não apenas os desafios do tratamento, mas também momentos de alegria. Elas comemoravam aniversários juntas e se apoiavam mutuamente em cada etapa da jornada. A última sessão de quimioterapia de Lara, em maio de 2024, foi um momento especial, com Duda ao seu lado, demonstrando a força de sua amizade.
Entretanto, a saúde de Lara começou a deteriorar-se novamente, sem que Duda soubesse dos novos desafios que sua amiga enfrentava. Lara pediu que ninguém contasse a Duda sobre seu retorno ao tratamento para não desestabilizá-la antes de um exame importante. Essa decisão reflete não apenas a força de Lara, mas também a profundidade da amizade que elas cultivaram, sempre se preocupando uma com a outra.
No dia 22 de abril, Lara retornou ao tratamento, enquanto Duda também enfrentava complicações. Embora ambas estivessem internadas no mesmo hospital, o baixo nível de imunidade impediu que se vissem, mas mantiveram o contato por videochamadas, fazendo planos de caminhar juntas assim que melhorassem. Contudo, a situação se agravou rapidamente: Duda foi transferida para a UTI e, em seguida, Lara também precisou de cuidados intensivos.
No domingo, 10 de abril, ambas foram entubadas e, tragicamente, faleceram na segunda-feira, 11 de abril, com apenas uma hora de diferença. A mãe de Duda, Berenice Ramos, anunciou nas redes sociais que a doença de sua filha havia retornado e se espalhado para o cérebro, levando à declaração de morte cerebral na mesma data.
A história de Lara e Maria Eduarda ressoou profundamente entre familiares, amigos e todos que acompanharam sua luta. Elas transformaram os corredores do hospital em um espaço de apoio, amizade e esperança, mesmo diante das adversidades. Raíza Vlaxio, tia de Lara, descreveu a sobrinha como uma luz que iluminava a vida de todos ao seu redor, enfatizando sua força e coragem em momentos difíceis.
A trágica partida de Lara e Duda serve como um lembrete sobre a importância das conexões humanas e o poder da amizade, mesmo nas circunstâncias mais desafiadoras.
Fonte: https://g1.globo.com
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