Advogado Indiciado por Feminicídio em Santarém: Investigação Conclui que Tainá Yarina foi Assassinada

Advogado Indiciado por Feminicídio em Santarém: Investigação Conclui que Tainá Yarina foi Assassinada

A Polícia Civil de Santarém, no oeste do Pará, finalizou as investigações sobre a morte de Tainá Yarina dos Santos Cardoso, de 29 anos, e indiciou o advogado Wlandre Gomes Leal pelo crime de feminicídio. O relatório conclusivo refutou totalmente a versão de suicídio apresentada pelo suspeito, que ocorreu na noite do crime, em 19 de julho.

Desenvolvimento da Investigação

As investigações foram conduzidas por equipes das delegacias de Atendimento à Mulher (Deam) e da Criança e do Adolescente (Deaca), sob a supervisão do delegado Kleidson Castro. A delegada Márcia Rabelo destacou que a análise pericial foi crucial para determinar as causas da morte de Tainá, evidenciando que ela foi assassinada e não havia indícios de suicídio.

Provas que Refutam o Suicídio

Os laudos periciais apontaram que não havia qualquer possibilidade de a vítima ter se autoagredido com a faca. A delegada Rabelo explicou que a perícia técnica afastou completamente a alegação de suicídio levantada por Wlandre. Além disso, mensagens acessadas no celular de Tainá, com a autorização da família, contradisseram a versão do advogado sobre os eventos do dia anterior ao crime.

Contradições e Evidências

O advogado, que se encontra preso preventivamente em Belém desde 24 de julho, apresentou uma versão de que a relação era harmoniosa antes do incidente. No entanto, a polícia detectou inconsistências em seu relato, como o tempo excessivo que levou para solicitar ajuda e a condição do local do crime, onde o sangue já estava seco quando as autoridades chegaram.

Aspectos da Prisão de Wlandre

Wlandre está detido em uma sala de Estado-Maior, um benefício que a legislação concede a advogados. A polícia também identificou marcas de cortes no corpo dele que sugerem automutilação, levantando suspeitas de que ele poderia estar tentando simular uma briga ou defesa legítima. O inquérito foi enviado ao Ministério Público do Pará (MPPA) para que sejam tomadas as devidas providências legais.

Contexto do Crime

Tainá Yarina foi assassinada a facadas em seu apartamento no bairro Aparecida, e Wlandre foi preso em flagrante naquela mesma noite, alegando que sua companheira havia cometido suicídio após uma discussão. Contudo, as investigações demonstraram que a versão do advogado estava repleta de contradições, levando à acusação formal por feminicídio.

Próximos Passos no Processo Judicial

Após a conclusão do inquérito, o Ministério Público decidirá se apresentará uma denúncia à Justiça. A defesa de Wlandre optou por não comentar sobre os resultados da investigação. O caso destaca a necessidade de um olhar atento sobre a violência de gênero e os desafios enfrentados pelas vítimas em situações de abuso.

A morte de Tainá é um triste lembrete da realidade da violência contra mulheres, que demanda ações efetivas e uma resposta social robusta para prevenir novos casos.

Fonte: https://g1.globo.com

Redação 👨‍⚖️​ Wilson Marinho

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