Distribuição das Candidaturas Femininas nas Eleições de 2026 no Acre

O cenário político para as Eleições de 2026 no Acre revela uma participação feminina ainda tímida nas candidaturas a cargos majoritários. Um levantamento realizado pelo g1, com dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), mostra que apenas cinco mulheres se candidatarão aos cargos de governo, vice-governo e Senado, enquanto outras sete estão listadas como suplentes.
Candidaturas Femininas: Um Panorama Geral
O estudo evidencia que, dentre as 138 mulheres registradas inicialmente, a maior parte se concentra nas disputas proporcionais, como deputadas estaduais e federais. Ao todo, 24 assentos estão disponíveis na Assembleia Legislativa do Acre (Aleac) e oito na Câmara dos Deputados. Atualmente, apenas três mulheres ocupam cadeiras na Aleac e outras três no Congresso Nacional, sendo que duas delas buscam reeleição.
Desafios e Questões Legais
Um fator que impactou o número total de candidatas foi a duplicidade de registros por parte de três mulheres no partido Solidariedade, que optaram por concorrer a diferentes cargos. A legislação eleitoral proíbe essa prática, resultando na redução do total de candidatas para 138, incluindo aquelas consideradas inaptas durante o processo.
Distribuição das Candidaturas por Cargo
Das candidaturas femininas, 86 são destinadas a deputadas estaduais e 43 a deputadas federais, totalizando 129 mulheres nessas competições. No entanto, a presença feminina é escassa nas eleições majoritárias: apenas uma mulher se candidata ao cargo de governadora e outra ao Senado, além de três candidatas a vice-governadora.
Candidaturas por Partido
A distribuição das candidaturas varia significativamente entre os partidos. O Podemos lidera com 13 mulheres, seguido pelo PP com 12, e PDT e PL com 11 cada. O PP, por exemplo, possui candidatas em diversas categorias, enquanto a maioria das mulheres no PDT está focada na Assembleia Legislativa.
Análise das Cotas de Gênero
A legislação eleitoral estipula que os partidos devem garantir um mínimo de 30% de candidaturas femininas. No entanto, o partido Agir teve todas as suas candidaturas indeferidas pelo Tribunal Regional Eleitoral do Acre por não cumprir essa cota. Os partidos têm até 14 de setembro para corrigir suas listas de candidaturas antes da análise final da Justiça Eleitoral.
Conclusão: Um Futuro a Ser Construído
A participação feminina na política do Acre ainda enfrenta desafios significativos, especialmente nas candidaturas aos cargos de maior destaque. Apesar dos avanços nas eleições proporcionais, a escassez de mulheres nas disputas majoritárias reflete um cenário que precisa ser transformado. A mobilização e o cumprimento das cotas de gênero são passos essenciais para promover uma representação mais equilibrada nas esferas de poder.
Fonte: https://g1.globo.com













