Avon inova com pele bioimpressa para estudar efeitos da menopausa

Avon inova com pele bioimpressa para estudar efeitos da menopausa

A menopausa representa uma transição biológica profunda, mas historicamente carente de investigações científicas detalhadas sobre seus impactos dermatológicos. Com o objetivo de preencher essa lacuna, a Avon desenvolveu uma tecnologia de pele bioimpressa capaz de replicar com precisão as alterações cutâneas decorrentes da queda hormonal, consolidando a marca no segmento de FemTech.

Avanço tecnológico na bioimpressão de tecidos

O modelo de pele bioimpressa utiliza células de mulheres brasileiras, garantindo representatividade e complexidade genética ao estudo. O tecido é submetido a um ambiente hormonal controlado, com redução deliberada de estrogênio e progesterona, simulando condições reais como a perda de densidade, o ressecamento intenso e a degradação do colágeno.

Embora a reconstrução de tecidos seja uma prática consolidada desde a década de 80, a aplicação de impressoras 3D traz maior reprodutibilidade e rigor ético. Essa abordagem permite uma análise profunda do envelhecimento cutâneo, acelerando o desenvolvimento de soluções cosméticas direcionadas e reduzindo a dependência de métodos de teste tradicionais.

Impacto clínico e o papel do Protinol

A tecnologia foi utilizada para mapear a eficácia do Protinol, ativo exclusivo da marca, no tratamento da pele em climatério. Em testes laboratoriais, a aplicação do composto demonstrou resultados significativos em apenas cinco dias, combatendo os mecanismos de envelhecimento acelerado associados à transição hormonal.

O ativo atua diretamente na estimulação dos fibroblastos e na produção dos colágenos tipo I e III, essenciais para a sustentação dérmica. Além disso, o tratamento favorece a síntese de ácido hialurônico, auxiliando na retenção de hidratação e na recuperação da densidade da pele, conforme detalhado em estudos sobre fisiologia do colágeno.

Pesquisa, representatividade e saúde pública

O projeto integra uma iniciativa mais ampla em parceria com o Instituto Science Valley para monitorar 1,5 mil mulheres em 27 capitais brasileiras até 2027. A meta é gerar dados robustos que possam subsidiar protocolos de manejo clínico no SUS e atualizar as diretrizes nacionais de atenção à saúde da mulher.

Este movimento reflete o reposicionamento estratégico da Avon, que busca aliar inovação científica a uma compreensão ampliada do envelhecimento feminino. Com uma equipe composta por mais de 70% de mulheres, a empresa reforça seu compromisso com a longevidade da pele e o suporte integral às necessidades das consumidoras em todas as fases da vida.

Fonte: gente.ig.com.br

Redação 👨‍⚖️​ Wilson Marinho

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