Pastores Foragidos: Casal Suspeito de Estupro em Roraima Foge para Manaus

Um casal de pastores evangélicos, Wenderson Lima de Souza, de 32 anos, e Arielly Kamila Moraes de Souza, de 24 anos, está sendo investigado por crimes graves, incluindo o estupro de pelo menos seis meninas em Roraima. Após tomarem conhecimento das denúncias feitas pelas vítimas, os dois fugiram para Manaus, no Amazonas, no dia 27 de abril.
A Fuga e o Desvio de Recursos
De acordo com informações reveladas no inquérito da Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA), a fuga dos pastores foi precipitada pela notícia de que uma investigação criminal havia sido iniciada. A tesoureira da igreja relatou que o casal levou consigo uma quantia significativa em dinheiro, proveniente de dízimos e ofertas da congregação. Para dificultar o rastreamento, eles passaram a utilizar telefones registrados em nome de terceiros, incluindo chips adquiridos no Acre.
A Defesa e as Acusações
A defesa dos pastores declarou à imprensa que eles são inocentes e possuem bons antecedentes, enfatizando que nunca enfrentaram processos judiciais anteriormente. A defesa também manifestou interesse em acessar os autos do processo para se posicionar sobre o pedido de prisão.
Manutenção dos Abusos e Destruição de Provas
Mesmo após a fuga, Wenderson continuou a se comunicar com as vítimas, realizando videochamadas nas quais ele se exibia e incitava uma das jovens a fazer o mesmo. Além disso, o casal elaborou um plano para destruir provas de suas ações. Em uma madrugada, Wenderson pediu para que uma das vítimas fosse à igreja buscar um celular antigo, temendo que o aparelho, que continha evidências dos abusos, fosse apreendido. A ordem de destruição foi cumprida por Raquel Barros Lira da Silva, uma jovem de 20 anos, que acabou indiciada por fraude processual e corrupção de menores.
Tentativas de Encobrimento e Manipulação
Após a fuga, a pastora Arielly também tomou medidas para eliminar provas, instruindo uma das vítimas a excluir uma conta de e-mail que continha um grande número de fotos e vídeos comprometedores. Além disso, o casal organizou reuniões remotas com líderes da igreja para promover uma narrativa falsa, culpando um outro pastor por suas dificuldades e tentando manipular testemunhas. Arielly, por exemplo, intimidou uma das vítimas horas antes de seu depoimento na delegacia.
Irregularidades Financeiras
As investigações também revelaram que, desde 2024, as finanças da igreja estavam sendo desviadas para contas pessoais de Wenderson e Arielly. Raquel Barros Lira da Silva declarou que, após a fuga do casal, considerou falsificar relatórios financeiros para encobrir as irregularidades cometidas.
Crimes e Consequências
A investigação que levou à denúncia dos pastores teve início em abril, após uma jovem de 14 anos relatar os abusos. Wenderson enfrenta múltiplas acusações, incluindo estupro de vulnerável, importunação sexual e fraude processual. Por sua vez, Arielly é acusada de estupro de vulnerável e outros crimes relacionados. O caso segue em andamento, com a polícia intensificando os esforços para capturar o casal.
A gravidade das alegações contra os pastores ressalta a necessidade de um suporte mais robusto para as vítimas de abuso sexual, assim como uma resposta eficiente das autoridades para garantir que casos como esse sejam tratados com a seriedade que merecem.
Fonte: https://g1.globo.com











